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DENÚNCIA: Gestão “criminosa” na Universidade Metodista de Angola

Desde o final de 2017, uma nova equipa de gestão lidera transformações naquela que já foi a terceira melhor universidade do País e a 81ª melhor de África segundo o Jornal Expansão, citando a UniRank.

A Universidade Metodista de Angola, agora apenas propriedade da Igreja Metodista Unida, sempre funcionou entre a Sede no Quinaxixi e o Campus de Saúde e dos Desportos na Velha Caop em Cacuaco.

A Universidade Metodista de Angola foi com o objectivo de dar continuidade à acção educacional metodista no país, lê-se  no próprio site.

Após desavenças com o Bispo Gaspar João Domingos e os anteriores sócios, portugueses, foram forçados a vender as suas acções e a entregar a gestão da universidade de modo a colocar angolanos a liderar a Universidade.

Após desavenças com o Bispo Gaspar João Domingos e os anteriores sócios, portugueses, foram forçados a vender as suas acções e a entregar a gestão da universidade de modo a colocar angolanos a liderar a Universidade.

Para disfarçar, o bispo Metodista, Gaspar João Domingos indicou o seu secretário e teste de Ferro, o Rev. Manuel André,  para ser o Administrador Único da Universidade. O brasileiro Jaider Batista da Silva ficou com o cargo de Secretário-Geral e Ana Figueira o de directora financeira e de Recursos Humanos da referida Universidade, também de nacionalidade Brasileira. A reitora é Zimbabuena!

Fotos de arquivo:

Três anos foram suficientes para destruir o que se encontrou. A nova gestão decidiu desactivar por completo as instalações do Campus de Saúde e dos Desportos, sem permitir preparação dos seus usuários, tendo desactivado os cursos: análises clínicas e saúde pública, Biologia, Cardiopneumologia, Ciências do desporto, Educação física, Direito, Economia, Enfermagem, Engenharia do Ambiente, Engenharia informática, Fisioterapia, Gestão e administração de empresas, Psicologia, Turismo, Gestão hoteleira e animação.

Cerca de 2800 foram abandonados à sua sorte.

Alguns alunos foram forçados a frequentar as aulas no Quinaxixi, contra todos os riscos e dificuldades financeiras.

Pedro André, estudante nessa situação, afirmou  que, diariamente, se levanta às 5 horas da manhã para chegar a Universidade no Quinaxixi até 7h45 minutos.

“Devo andar muitas vezes a pé por dificuldade de dinheiro de táxi. Se não estivesse a terminar desistiria, como fizeram muitos dos meus colegas” confessou.

O Campus da Saúde dos Desportos era equipado com uma clínica de Fisioterapia, 2 (dois) laboratórios, uma clínica de cardiopneumologia, um pavilhão multiusos, entre salas de aulas, de conferência, piscina de reabilitação, espaços de lazer, etc.

Mais de 300 famílias carenciadas residentes da Caop tinham assistência médica e medicamentosa gratuitas  nas clínicas de Fisioterapia e de cardiopneumologia.

Hoje, lamentam ver a destruição daquela estrutura monstruosa, sem qualquer informação.

Fotos tiradas recentemente:

O ‘campus’ empregava  cerca de duzentos trabalhadores que conheceram o desemprego após essas iniciativas.  Hoje, lamentam a situação pouco dialogante da nova gestão de brasileiros.

Fonte fidedigna garantiu que  a Universidade tinha perto de 700 bolseiros, estudando em Angola e no estrangeiro. Estes perderam suas bolsas. Os que finalizaram não viram  a universidade cumprir com o acordado.

Fala-se, por exemplo, do professor Doutor Damião Alfredo e da professora Cristina que estiveram no Brasil, por conta da Universidade, onde se formaram. Inclusive eles não foram tidos nem achados.

Iniciou-se uma campanha de destruição de toda infra-estrutura física, agora, a clínica de Fisioterapia, os dois laboratórios, a clínica de cardiopneumologia, o pavilhão multiusos, salas de aulas, de conferência, piscina de reabilitação, espaços de lazer, entre outros, já não existem.

A administração municipal já embargou a obra de demolição, mas ao que tudo indica a destruição continua a revelia.

Com o desaparecimento deste monstro a comunidade académica fica mais pobre, os munícipes carenciados de Cacuaco perdem assistência médica gratuita, jovens de Cacuaco, Caxito e dos arredores perdem um estabelecimento de ensino.

Por: Maria Macuchi (Facebook)

Reportagem da TV Zimbo sobre a Situação do Campus dos Desportos e da Saúde da Universidade Metodista de Angola (UMA)

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2 de Março, 2021

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